Workshop de Improvisação com o Carlos Zíngaro

Destinado a músicos, com ou sem formação, interessados em explorar territórios sonoros diversificados, sejam eles ideomáticos ou não, em contexto de grupo e de composição colectiva, da mais pura acústica à mais pura electrónica.

O que distingue a improvisação da composição? Quais os factores que mais importam num contexto de improvisação? Todos os músicos estão preparados para improvisar? Onde reside a particularidade de cada uma das formas musicais? Poderão todas as linguagens musicais ser suscetíveis de se ajustar à improvisação? Pode-se improvisar sozinho, ou tem de se tocar necessariamente com alguém para se poder improvisar? Uma peça criada de improviso tem o mesmo valor que uma peça composta antecipadamente à audição?

Mais do que dar respostas definitivas e universais a cada uma das perguntas formuladas, este workshop pretende ajudar cada um dos participantes a encontrar as suas respostas, e, acima de tudo, a saber formular as suas próprias questões enquanto musico, nunca esquecendo que, em criação, muitas vezes, tal como em ciência, saber formular uma pergunta é tão ou mais importante do que obter uma resposta definitiva. E tal como acontece muitas vezes quando conversamos uns com os outros, conversas simples levam a viagens muito complexas.

Tal como referia Schoenberg (1950-98) talvez a composição não passe de uma forma de improvisar em baixa velocidade (slowed down improvisacion”). Ou, numa uma outra interpretação que se lhe atribui: improvisar é compor à velocidade da luz.

Enquadrada numa série de workshops a realizar ao longo do ano, esta primeira edição visa criar um campo comum de conhecimento e partilha entre os músicos envolvidos, evoluindo nas edições posteriores para sessões com músicos convidados, com perfis muito diferentes uns dos outros, quer do ponto de vista da linguagem que utilizam quer do ponto de vista da instrumentação de cada um.

Assim, a série acaba por funcionar com um mini-curso de improvisação distribuído ao longo do ano, em que cada um dos convidados bimensais desempenha um novo papel, tanto ao nível teórico e técnico como ao nível artístico.

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