Doença Branca

23  e 24 de Maio | 19:00

Em 1937, Karel Čapek escrevia “Doença Branca”, onde uma pandemia, muito semelhante à que vivemos hoje em dia, assolava o mundo. Curiosamente, tendo origem também na China e infectando principalmente pessoas acima dos 45 anos. Como habitual nos seus trabalhos, a doença é usada como pano de fundos crítica política e social. Na altura, o contexto de uma Segunda Guerra Mundial assombrava a Europa, e assim se utilizava uma “praga” como meio para justificar certos fins. Pelo meio surge um médico que descobre a cura, mas se recusa a entregá-la livremente caso não se trave a guerra, decidindo tratar apenas os pobres até que quem tenha poder para decidir aja de forma diferente.

Nesta encenação de excertos de “A Doença Branca”, reunimos intérpretes de diferentes localizações e origens (Brasil, Espanha/Canadá, Portugal, e República Checa). Assim como a pandemia é geral e global, também esta encenação o será. Assim como a pandemia aconselha o “distanciamento físico” (e não social), também esta encenação a reflectirá. Assim como Čapek expunha a guerra e o conflito e, possivelmente até, as fragilidades de um sistema de saúde, também nós o faremos.

Não sabemos se é teatro, se é performance, se é cinema… é uma expressão, uma manifestação, uma re-ligação para criamos. 

Texto: Karel Čapek | Tradução: Eduardo Dias e Patrícia Paixão | Dramaturgia e Direcção: Anna Luňaková, Eduardo Dias, Patrícia Paixão | Interpretação e Co-criação: Anna Luňakova, Carlos Pereira, Eduardo Dias, Fábio Nóbrega Vaz, Ines Adan, Lupe Leal, Patrícia Paixão | Produção: Graziela Dias e Patrícia Paixão | Operação Técnica: Leonardo Silva | Imagem e Design de Comunicação: Flávia Rodrigues Piątkiewicz

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